Poesia

A foto

Abri uma foto dela num banco de carro.

O laptop no colo e aquele sorriso na tela.

Eu precisava de uma dose daquele olhar,

lembrar do feitiço que eram seus lábios falando,

de como seu rosto dançava e o jogo da íris

e de como eu só queria ficar ali.

Luxúria


Era noite,
A luz do luar
Deitava-se sobre teu corpo,
(Corpo pálido que delírios trazia-me ao pôr-do-sol)
O silêncio era mortal,
Mortal como o berro inconsciente de um suicida.


Meus olhos tocavam tua pele,
Quase podia sentir teu cheiro sob minhas narinas.
Meu nobre prazer se interrompeu
Com o líquido vital se esvaindo de meu corpo,
Não havia mais luar, nem mesmo tua palidez,
Apenas um rio vermelho cobrindo todo o mundo,
Era o fim, ele havia chego a tempo.

Anjos

(clonado do meu blog)

Hoje um anjo que agradava meus demônios foi embora. Não sei como chorar isso... Estava distante e levaram. Não esperaram pela chuva. Nem pelo dia. Não avisaram. Só levaram... Mataram os peixes que voavam doidos pela floresta, com tiros de bestas de vidro. Com catapultas enormes derrubaram a Lua sobre a pequena cidade do fog. Um homem não sabe quem é até que seus demônios e anjos participem da mesma festa.(BSJ)

Ribeiro Couto

Conheci Ribeiro Couto através de um texto, lá de 194-e-pouco, onde Manoel Bandeira comentava sua morte. Usou como últimos os versos do próprio Couto:

Vai cair a noite.

Vão acender-se os combustores.

E desaparecerá esta indecisão delicada.

É o momento de partir para sempre, sem dor... 

 

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