R.U.R. de Karel Capek.

Acabo de ler a peça R.U.R., do Tcheco Karel Capek, de 1921. Estava no livro que ganhei do Carlos Machado (que tem outras preciosidades).  É uma peça estupenda. Mostra uma profundidade nos pensamentos que era incomum na época. Esta peça é famosa por ter sido nela que apareceu pela primeira vez o vocábulo Robô. Ela poderia ser encenada ainda hoje pois os assuntos são atuais (só a tecnologia não é). Estão lá para quem quiser ver os germes das idéias bases de I.A., Children of men, os robôs de Isaac Asimov, os filmes B sobre o fim da humanidade, sobre o tratamento da vileza (“a alma das multidões é horrível”) e da nobreza da raça humana, tão utilizada em Star Trek, sobre a conciência da criatura vista em Frankenstein, de Shelley, Blade Runner (o filme), Homem bicentenário... Enfim, uma fonte da qual muita gente bebeu, uma obra imperdível para todos os tipos de leitores. Existe até uma inconfundível homenagem ao discurso de Hamlet, de Shakespeare. Inconfundível porque até mesmo a posição é a mesma, Ato III, cena 1. Pra terminar, uma pequena reflexão de um dos personagens: “Todas as idéias, todos os amores, todos os projetos e todos os heroísmos só são bons empalhados...”